Uma Reflexão sobre a Regulação e a Avaliação do Sistema Educacional

À partir das leituras e pesquisas realizadas no tema estudado da disciplina Sistemas Educativos: Organização e Avaliação do Mestrado em Supervisão Pedagógica da Faculdade Aberta de Portugal da qual sou aluna, exponho uma reflexão com base no trecho do livro Gestão Educacional: Uma questão paradigmática da autora Heloísa Luck:


" Há uma clara percepção, por parte de lideranças políticas brasileiras, de representantes dos mais diversos segmentos que compõem a nossa sociedade, de comunidades e famílias, de que a melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento das comunidades e a transformação do Brasil em uma nação desenvolvida, com uma população proativa, saudável, competente, cidadã e realizada, somente se dará caso consigamos promover, o mais urgentemente possível, um salto de qualidade em nossa educação. Esse salto de qualidade passa, no entanto, por mudanças significativas não apenas de suas práticas pedagógicas, mas de concepções orientadoras das mesmas, de modo a superar o ensino conteudista e livresco, centrado na aquisição de conhecimentos, para o voltado à promoção do desenvolvimento do potencial humano e de competências caracterizado em um processo de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser (DELORS, 1999)."

Esse entendimento é reforçado por exemplos internacionais como a Finlândia e o Japão que priorizam de modo exemplar a educação de seus cidadãos com investimentos no processo de qualidade de seus sistemas de ensino acompanhados de um novo modelo de relacionar instituição escolar e sociedade mobilizando as forças culturais presentes na escola e na comunidade articulando com seu projeto educacional, sujeitos ativos, conscientes e responsáveis. 

No Brasil, as estatísticas destacam altos índices de repetência, evasão seguidos por baixos índices de aprendizagem revelando um ensino ineficaz. Relembramos que há muito se tem falado em qualidade de ensino como um objetivo permanente, mas o entendimento desta qualidade tem ocorrido sem o entendimento correto: O que significa um ensino de qualidade? Para quê a qualidade do ensino deve servir? A qualidade pode variar em seus significado de acordo com a cultura local? Quais padrões definirão a qualidade no ensino? Como essa qualidade será promovida?

Concluo essa reflexão com mais um trecho da autora Heloísa Luck, 2015 p.27:

" (...) a problemática e responsabilidade de formação de crianças e jovens têm sido, infelizmente, uma tônica ainda vigente na gestão de sistemas de ensino cujos dirigentes atuam, muitas vezes, atrelados a projetos de grupos políticos, em vez de aos interesses da sociedade em geral e seu desenvolvimento; respondem a interesses imediatos e particulares de correligionários partidários e grupos de apoio, em vez de ao desenvolvimento da educação para atender às necessidades e interesses da sociedade".

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